sábado, 15 de janeiro de 2011

Quarto dia em Natal/RN

Hoje acordei com dor... morrendo de dor e eu deixei os remédios lá na outra casa. Não sei o que está acontecendo, mas já já eu vou descobrir. Espero que não seja nada de mal.

Mas acordei, tomei café com bolo e provei to tal biju e coloquei quase as tripas pra fora. Não gostei! Mas depois troquei o biju pela tapioca... delícia.

Hj as caixas de som já estão na varanda e o churrasco já ta no espeto. Ao som de muito Arreio do forró a gente vai preparando o almoço. Enquanto as senhoras fazem o almoço, a rapaziada parte pra praia. Sentei na praia e ouvi: Nossa! A praia tá cheia hj!! / É pq hoje é sábado!

Detalhe: um casal a cada 50 m... isto é praia cheia em Natal.

As redes já se espalharam pelas varandas... já tá todo mundo meio alto, rindo de um lado e dormindo do outro lado da casa.

Aqui tem um bebê de 1 ano e 7 meses lindíiiinho (vide fotos), ele chama a cachorrinha dizendo: “Chegue, Lili!! Vêa!!! Maiinha, áua!” Aaaaai q vontade de apertar!! Ele toma banho de chuveiro e passou o creme hidratante que eu coloquei na mãozinha dele na cabeça. Então, eu falei: - Na cabeça nãaaooo!!! E ele: “Cabeiu, cabeiu!! Sim?” Fiz ele dormir em 2 balançadas na rede. A rede é quase um sossega-bebê!!

Nos falaram q é necessário esperar o sol esfriar pra poder voltar pra praia. Kkkk Vamos esperar né?!

Eles nos esperam todo ano e acho q poderão esperar mesmo. Isto aqui é tudo q eu preciso, mas uma vez ao ano tá ótimo, porque na idéia deles a gente viria morar aqui e eu não troco meu Rio de Janeiro por nada desse muito.

Bom... esfriado o sol, às 16h daqui em ponto, voltamos a praia. Os meninos foram pescar de arrastão, mas só pescaram “sargaço” (algas) enquanto as mulheres ficaram conversando no sol frio – kkkkkk.

Mais tarde eu voltei a praia pra fazer caminhada na areia, espero que as minhas panturrilhas agüentem firme. Por que dói, hein?!

Agora a noite meu irmão quer ir na festinha de Pitangi. Mas eu já to cansadona! Ainda sinto algumas dores. Estou orando pra que não seja nada grave.

Vocábulos novos:

Torar – quebrar

Rim – ruim

Levar uma pisa – tomar um esporro

To muita saudade de casa! Quero passear, ficar aqui na casa de praia é legal, mas eu to meio sozinha. As pessoas são casadas e os homens se viram como homens e as mulheres vão cuidar de seus maridos e filhos. Fala-se o tempo inteiro do assunto que mais me irrita: Você tem que casar com alguém daqui!!! (Me irrita profundamente)

Quero ir no cajueiro, no litoral sul, em Pipa, passear de quadricículo, no forte dos reis magos, no farol de mãe Luisa, no mergulho de Maracajaú. Se eu conseguir fazer só mais uns 3 passeios tá bom.

Em relação a saudade, também to com muita saudade do meu personal e dos treinos perfeitos, da sensação de bem-estar do pós-treino, do pessoal da academia, da igreja, da comunhão... enfim, do meu cotidiano. É absurdo? Eu, não acho. Eu amo a minha vida.

Amanhã acordar cedo para ir a praia e ir pra casa do Reginaldo. Lá tem mais um montão de gente pra conhecer e depois partiu pra Genipabu, de novo. Êh vidinha meia boca!!!

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